• Sábado, 21 de Dezembro de 2019

Situação de Campos é de grave crise

É preciso um olhar, também, sobre o legislativo

O porquê, agora, é irrelevante.

À luz da sensatez o que cabe, de imediato, é gerenciar a crise e fazê-la o menos danosa possível à população. Depois, então, que se cuide das responsabilizações – de que quem está certo ou errado – lembrando que as eleições estão a 10 meses e é pelo voto que se aprova ou desaprova a atuação dos representantes do legislativo e do titular do executivo.

Que o governo do prefeito Rafael Diniz vem se mostrando inábil e incapaz, parece ser voz corrente. Como tal se mostra no cabal descontentamento dos servidores e de grande parte das categorias de classe e da população em geral. Enfim, está nas ruas; não há como não ver ou não ouvir.

Por outro lado, não é possível desconsiderar que ao reprovar a Lei Orçamentária, a Câmara de Vereadores pode estar inviabilizando o município e impondo sacrifícios ainda mais severos ao povo.

Se (também) junto à maioria dos vereadores o governo não tem mais respaldo ou, falando de outro jeito, se a insatisfação (também) do legislativo fez crescer a oposição naquela casa, são outros quinhentos. 

O vereador tem todo o direito, e mesmo o dever, de se opor a chefe de executivo cuja administração se mostre prejudicial ao município e à população. Contudo, deve fazê-lo de modo ponderado e responsável, sob risco de piorar o que já está muito ruim.

O clima hostil ao prefeito não pode transbordar contra a cidade. É imperativo que os vereadores – acima de seus interesses políticos e divergências – votem de modo a assegurar que o município não mergulhe em crise institucional e à população sobrevenha o desamparo.

Depois, então, que resolvam suas diferenças políticas. 

* Texto alterado e atualizado