• Terça, 16 de Junho de 2020

No limite, Bolsonaro parece ter folgado a corda

Uma semana sem grande turbulência

No último mês o presidente Bolsonaro esticou a corda o quanto pode, tentando deslocar o Congresso, o STF e tudo que estivesse na outra ponta.

Com frases como ‘Eu sou a Constituição’, ‘Quem manda sou eu’ e ‘Chegamos ao limite’ (esta última com a insinuante observação de que as Forças Armadas estariam ao lado de seu governo), e, ainda, que ordem absurda não se cumpre – numa suposta referência ao STF – o presidente passou a sofrer contraofensiva da Corte: abertura de inquérito para apurar denúncia de Moro; o ministro Alexandre Moraes autorizou investigação sobre fake-news; Fachin associou desobediência à crime de responsabilidade; e Celso de Mello disse ser inconcebível que “autoritarismo resista no Estado Brasileiro”.

A soma de tudo isso pode ter levado ao seguinte impasse: ou o presidente seguia com suas ações perigosas e de desfecho imprevisível; ou dava um refresco. A julgar pela última semana, veio o refresco. (*Continua)